LAÇOS QUE NOS UNEM À ITÁLIA

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UNILASALLE RECEBE MEMBROS DA UNIVERSIDADE DE TURIM E COMEÇA A ALINHAR PROJETOS CONJUNTOS COM A INSTITUIÇÃO ITALIANA

A possibilidade de intercâmbio para uma das instituições mais antigas da Itália, com 615 anos de história, era uma realidade desde julho de 2018. Tanto que Luisa Polizzo já possui experiências enriquecedoras na bagagem, após ter sido a primeira aluna do Unilasalle-RJ a cursar seis meses de sua graduação na Universidade de Turim. Agora, no entanto, novas possibilidades começam a ser alinhadas a partir da visita de dois europeus. Na última segunda-feira, 19 de agosto, a reitoria se reuniu com Pier Maria Furlan, embaixador da Universidade de Turim, e Tiziana Catenazzo, diretora do Instituto Compreensivo Amadeu Peyron, em encontro que abre perspectivas de projetos em comum com os cursos de Pedagogia e, futuramente, Psicologia.

Furlan é professor de Psiquiatria em Turim. Com mais de 300 publicações no currículo, ele integra o movimento antimanicomial, lutando pelos direitos de pessoas com sofrimento mental. Por conta de sua atuação em prol dessa causa, o embaixador da Universidade de Turim se mostrou interessado em compartilhar pesquisas com o curso de Psicologia, a próxima graduação a ser lançada no centro universitário. Já Tiziana Catenazzo, à frente do I.C. Peyron, trabalha com a educação hospitalar, integrando projeto-piloto na Itália. Em seu país mais de 200 hospitais-escolas visam manter inseridas em salas de aula crianças que precisam se afastar por problemas de saúde. Apesar do Unilasalle-RJ não possuir ainda cursos superiores nesta área, Angelina Accetta, integrante do corpo docente de Pedagogia, vê ligações claras entre a iniciativa e o centro universitário: “Uma das vertentes do nosso curso  é a possibilidade de atuar como pedagogo hospitalar. Preparamos o aluno para ensinar em qualquer ambiente, inclusive nos que exigem maior sensibilidade, como o hospital, levando o afeto e o amor por meio do conhecimento”.

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O comentário foi feito após o lançamento do livro Sbatti il matto in prima pagina, de Pier Furlan. Na obra, apresentada aos alunos de Relações Internacionais na Varanda Cultural, Furlan aborda o papel dos jornais na representação das vítimas de transtorno mental antes da Lei Basaglia, que proibiu na Itália a construção de novos manicômios e determinou a substituição dos existentes por rede de serviços em saúde mental. “Não se pode entrar na luta antimanicomial sem convencer as pessoas de que os loucos não são perigosos, que são enfermos e que necessitam de um combate ao estigma. A percepção do louco como um escândalo social já é por si só um estigma”, atestou Furlan se dirigindo em espanhol aos futuros internacionalistas, “Sem os jornais não se pode condicionar a opinião pública. Os jornalistas possuem a capacidade de entrevistar o louco e ver que ele fala como nós, sente como nós”.

A empatia, capacidade de se colocar no lugar do outro, é defendida na fala de Pier Furlan, e também compartilhada pela Rede La Salle. Não à toa, Alice Gravelle, responsável pelo Escritório Internacional do Unilasalle-RJ, citava na ocasião o Setor de Ação Comunitária como mais uma ponte possível entre o centro universitário e a Universidade de Turim. Outra pareceu ser o próprio Núcleo de Arte e Cultura, que organizou o lançamento do livro e é coordenado por Angelina. Após as reflexões de Furlan, a docente lembrou do trabalho desenvolvido por Nise da Silveira, que revolucionou a psiquiatria no Brasil. Nise combateu o encarceramento e o uso de violência para com os doentes mentais e teve na arte uma poderosa aliada para resgatar a dignidade de seus pacientes, permitindo a eles um “autoconhecimento sensorial” nas palavras de Angelina. Em 2016 a história da brasileira virou filme, tendo Gloria Pires no papel principal.A empatia, capacidade de se colocar no lugar do outro, é defendida na fala de Pier Furlan, e também compartilhada pela Rede La Salle. Não à toa, Alice Gravelle, responsável pelo Escritório Internacional do Unilasalle-RJ, citava na ocasião o Setor de Ação Comunitária como mais uma ponte possível entre o centro universitário e a Universidade de Turim. Outra pareceu ser o próprio Núcleo de Arte e Cultura, que organizou o lançamento do livro e é coordenado por Angelina. Após as reflexões de Furlan, a docente lembrou do trabalho desenvolvido por Nise da Silveira, que revolucionou a psiquiatria no Brasil. Nise combateu o encarceramento e o uso de violência para com os doentes mentais e teve na arte uma poderosa aliada para resgatar a dignidade de seus pacientes, permitindo a eles um “autoconhecimento sensorial” nas palavras de Angelina. Em 2016 a história da brasileira virou filme, tendo Gloria Pires no papel principal.

Há ainda fios que podem ser entrelaçados por meio da Escola La Salle Rio de Janeiro. Em visita às crianças que recebem educação de qualidade gratuita tanto Furlan quanto Tiziana elogiaram o trabalho desenvolvido na Educação Básica. Guia dos visitantes na segunda-feira, o egresso de RI Nícolas Vianna garante: não foi fácil tirá-los de lá para prosseguir com o tour pela instituição.

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